Home Fires

Seriados

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Home Fires é mais uma série  de “época” pra se encantar. Britânica (do mesmo canal de Downton Abbey), é baseada em fatos reais, e gira em torno da organização Women’s Institute, criada pelo governo durante a I Guerra Mundial, que tinha como intuito o incentivo da participação das mulheres, arrecadando fundos, produzindo alimentos, e serviços voluntários. Passado o período pós guerra, a organização se manteve, e na série, ela volta a precisar de uma forte participação de suas integrantes, já que há a iminência de uma II Guerra.

Uma das protagonistas, é um rosto conhecido para os fãs de Downton Abbey. Frances Barden é vivida por ninguém menos que Lady Rosamund, irmã do Conde de Grantham. Assim como ela, outras mulheres fazem parte do WI e cada uma tem sua história e personalidade, apresentada aos poucos a seus telespectadores. Enquanto Frances quer manter o Instituto aberto e em funcionamento, e possui várias ideias de como a comunidade pode auxiliar durante a Guerra, Joyce Cameron a presidente atual, acha mais prudente fechá-lo nesse período. Como era de se esperar, as duas entram em confronto ideológico, e junto com suas respectivas apoiadoras, passam a criar estratégias pra que suas vontades sejam realizadas.

Eu me senti muito envolvida pela trajetória de cada uma das personagens , sentimento inevitável, principalmente ao ver a união, força, e lealdade que há entre elas. Claire trabalha inicialmente na casa de Joyce e apesar de ser sensível, sempre expõe suas opiniões de maneira corajosa. Teresa é a mais nova professora da cidade, que guarda um segredo e que por conta dele, busca recomeçar uma vida em Cheshire. Steph trabalha na área rural e depois que seu marido opta por servir, ela passa a conduzir a fazenda da família. Pat é a esposa dedicada que sofre constantemente abuso de todos os tipos do marido, e ao mesmo tempo que tenta romper com isso, mantém em segredo. Só citei algumas, mas há muitas outras.

Como Home Fires  é relativamente curta, pois só tem 6 episódios da primeira temporada, acaba por se tornar bem dinâmica e os fatos não demoram a acontecer. Há todo aquele figurino maravilhoso (não adianta, eu sempre fico apaixonada pelas roupas dessas épocas), com casaquinhos de tricô, saias e oxfords, a fotografia também é linda, e pra variar, indico fortemente. A segunda temporada terminou essa semana na Inglaterra e já estou loucamente atrás de legendas. Quanto a terceira, não achei nenhuma notícia, mas estou confiante pois o canal tem registrado altos índices de audiência. Ficarei na torcida.

Pra quem ama o frio

Pessoal

Então que resolvi falar sobre frio. Mesmo que meu aniversário seja no dia que começa oficialmente o verão – e eu ame fazer aniversários – não suporto calor. Quando era pequena adorava, pois vinha junto com as férias e ir pra praia e passar a tarde no mar era uma das minhas coisas favoritas. Depois de grande, isso mudou drasticamente. Calor geralmente faz cair minha pressão, passo mal, não tem condições de sair de casa nos horários em que o sol está mais forte, deixei de gostar de praia  e não há roupa, ventilador ou ar condicionado que refresque.

O que amo mesmo, é o frio de verdade. Desde as roupas, que ficam mais elegantes, até as comidas. Antes de citar o que mais gosto, quero deixar claro que meu coração fica partido quando penso naqueles que não tem como, nem onde, se aquecer. Pessoas e animais. Por isso, sempre ajudo doando roupas nas campanhas do agasalho, e agora que aprendi a fazer tricô, farei também mantinhas e cachecóis pra contribuir.

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O frio me motiva a ler. Acho muito mais convidativa a leitura quando posso pegar o livro que estou lendo e me sentar com uma xícara de chá ou café (ou chimarrão) ao lado. Já contei semana passada que estou lendo O Iluminado, e a história se passa no auge do inverno, num lugar extremamente frio, então me sinto até melhor lendo ele bem tapada. Nem que seja pra me esconder embaixo das cobertas, porque né. Dá medo.

Comidas e coisas típicas! Um hábito que a maioria dos gaúchos tem, é comer bergamota no sol, fruta típica dessa época. Ela fica mais docinha, quando há geada e apesar do cheiro impregnar na mão, é uma das minhas frutas favoritas desde sempre. Também dá pra ficar muito feliz com uma bela xícara de chocolate quente, e nem precisa ser tão incrementado. Já tomei alguns muito doces, com leite condensado e particularmente não gosto muito. Aqui em casa o procedimento é mais básico impossível: Leite pelando de quente, e alguns pedacinhos de chocolate em barra. Só mexer bem e tomar. Não é o clássico, mas fica bem gostoso.

No último feriadão, o frio ainda não tinha chegado de vez, mas vinha se aproximando aos poucos. Foi suficiente pra me empolgar e ter a ideia de fazermos sopa de capeletti, pois fazia quase um ano que não comia. Minha sogra pesquisou na internet e fez uma tão boa quanto as que se costuma comer em Gramado. O segredo é colocar não só um capeletti de qualidade, mas bastante frango bem temperadinho, do contrário ela fica aguada e insossa. No dia seguinte, o clima quente já dava as caras de novo, mas estava tão boa que comemos o que sobrou mesmo passando calor.

Pra completar:  lareira. Na nossa casa não tem, mas sempre que vamos pra fronteira aproveitar a friaca, ela é acesa pelo meu pai. Ainda quero morar numa casa que tenha, e quem mora em lugares muito gelados, sabe como acende-la faz diferença. Além disso, não posso esquecer de fazer menção honrosa a duas coisas que amo e que não consigo ficar sem durante o Inverno: Uma taça de vinho e pinhão. Gosto tanto dessa época, em que tudo parece mais aconchegante e confortável que uma das minhas vontades é passar o Natal em algum lugar que costume nevar. Esse desejo provavelmente existe influenciado pelos filmes natalinos norte americanos, mas não consigo olhar e não deixar de achar maravilhoso.

 

Quando quem faz, é a gente

Pessoal

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Quem me conhece, ou passa por aqui de vez em quando, sabe o quanto gosto de costura, artesanato, pintura, e tudo o que envolve trabalhos manuais. Esse amor todo, provavelmente herdei da minha mãe e avó, que têm um grande talento em tudo que diz respeito a esse universo.

Depois de passar por muitas tardes embaixo da máquina de costura da minha vó, de ter um grande acervo de roupas lindas de Barbie, confeccionadas por ela. E depois de conviver com os panos de prato pintados pela minha mãe, bordados, acessórios de feltro, e outras tantas coisas, resolvi finalmente entrar pra esse mundo. A única coisa que sabia realmente fazer era ponto cruz, o resto era apenas resultado de pura criatividade e vontade de ficar rodeada de cola, tesoura e lápis coloridos.

Em Setembro do ano passado, entrei pra um curso de corte e costura pra iniciantes e até Dezembro durante uma vez por semana, minha tarde era dedicada ao aprendizado da técnica. Foi um mini curso, que me deu apenas uma noção, mas que foi suficiente pra eu me encontrar de vez. Durante, fiz blusa, saia, macacão e até um chambre. E a partir do conhecimento que adquiri com ele, fiz várias outras saias, vestido, blusa… sozinha!

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Sou simplesmente apaixonada por tudo o que é vintage, e sempre fiquei maluca dentro de brechós em contato com tantas roupas oriundas de épocas passadas. Depois que comprei minha própria máquina, vi nela um universo inteiro de possibilidades, e uma dessas foi poder criar minhas próprias roupas dentro desse estilo (já que não é muito fácil de achar pronto). Procurei na internet como criava o molde (é muito mais fácil do que parece) e comecei a fazer saias godê (meu estilo favorito), não apenas pra mim, mas pra família toda.

No último casamento que fomos,  aproveitei que encontrei uma renda azul marinho maravilhosa em promoção e resolvi me aventurar a fazer o que usaria. Com a renda fiz a saia, obviamente godê, e a blusa na mesma cor, mas de outro tecido liso. Gastei em torno de R$ 70,00 (com o sapato, que também comprei na promoção). Foto do look aqui e juro que recebi vários elogios. Pois é, além de prazeroso, costurar ainda é econômico. Falando em economia, consumista que sou (do tipo que vê possibilidades de compra até na Ferragem) mesmo gastando com os tecidos, linha, zíper, ainda assim é mais em conta do que se for comprar numa loja. Fora que, embora não saiba a procedência do tecido, em épocas de denúncia de trabalho escravo e afins, fico com garantias de pelo menos não haver nenhuma história desse tipo por trás da confecção da peça, afinal é feita por mim mesma.

Na empolgação, assinei o portal de cursos online Eduk e iniciei o Fundamentos do Tricô. Quem tiver interessado, dá pra fazer 7 dias de aula grátis. É incrível, tem cursos de diversos assuntos e categorias e dá vontade de passar a tarde inteira assistindo. E não, eles não pagaram nada pra eu falar isso. No Fundamentos do Tricô, a professora especialista na área, Cris Bertolucci, ensina a fazer desde o cachecol, até a luva, gorro e blusão. Em um mês (demorei mais que o normal, já que estava muito calor e sem condições de mexer com lã) já tinha meu primeiro cachecol pronto, e nesse momento estou tricotando o segundo. Quem me segue no Insta (@kat_farias), deve ter visto.

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E quem for dizer que costura, tricô e crochê são coisas de vovó, já adianto que elas são de qualquer pessoa que queira ser autora de suas próprias coisas. Pra seu uso, ou pra venda. Seja ela vovó, ou não. Cada vez que vejo alguma roupa, ou tenho alguma ideia penso imediatamente na minha máquina – ou nas minhas agulhas – e como posso fazer pra colocá-la em prática. Sortuda que sou, conto sempre com ajuda de vó, mãe e sogra. Mas quem quer começar e não tem ninguém pra dar uma mãozinha, no Youtube há vários canais sobre o assunto. Além de sites (embora o que eu mais indique mesmo, é o Eduk). No momento que conseguimos ter em mãos a primeira peça de roupa da nossa autoria, ou o primeiro cachecol, mais do que sensação de prazer, é realmente libertador.

A Place to Call Home

Seriados

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Quando Downton Abbey estava em vias de acabar, o grupo de legendas Victorians, indicou a série australiana A Place to Call Home como uma alternativa pra substituir o vazio que DA deixaria. Ela tinha recém sido cancelada no final de sua segunda temporada pela TV aberta da Austrália, mas em seguida, diante do apelo do público, foi resgatada por um canal de TV a cabo. E por consequência, teve seu episódio “final” com outro desfecho, pra dar continuidade a história.

De cara, achei esse fato completamente inédito. Pelo que entendi, a intenção inicial de cancelar, se deu devido a série não ter como público alvo, aquele que realmente a assistia. E assim, não condizia com os interesses dos seus anunciantes. Depois de uma pesquisa de interesse realizada pelo diretor do canal privado, decidiram então por resgatá-la. E como eu não nego uma história de “época” tratei de conferir que tal era.

No início da década de 50, a enfermeira Sarah Adams retorna à Austrália, depois de anos vivendo na Inglaterra. Sua intenção é voltar pra casa de sua mãe, já que essa está muito doente. Durante o trajeto, no navio, Sarah conhece a rica família Blight, que reside na cidade rural fictícia Inverness. Composta por uma matriarca mão de ferro, todos os membros da família andam na linha com a personagem Elizabeth, que é, ao meu ver, um retrato perfeito de vilã. Daquelas que não mede esforços pra ver seus planos sendo realizados.

Há George, filho de Elizabeth, viúvo e pai amoroso. Os recém casados James e Olivia, e a irmã de Jack, a jovem Anna. Mesmo em um curto espaço de tempo durante a viagem, Sarah se envolve direta e indiretamente de alguma maneira com cada um dos membros da família, e quando seu retorno é recepcionado com hostilidade pela sua mãe, ela acaba por aceitar a possibilidade de reconstruir sua vida na pequena Inverness.

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O problema é que a nova cidade de Sarah não se mostra tão acolhedora assim. Ela passa alguns perrengues com alguns moradores, já que sua personalidade é bem a frente de seu tempo. A frente de Inverness. Apesar disso, há também pessoas bacanas e queridas, e aos poucos Sarah vai conquistando seu espaço. Estou perto de terminar a primeira temporada e adorando. É daquele tipo mais linear, com poucas emoções mas que quando aparecem, são bem impactantes. Sem esquecer de mencionar o figurino, que quando característico dessa época é geralmente lindo. Esse estilo de história sempre me conquista, e embora elas não se pareçam, acredito que quem gostou de Downton Abbey vai facilmente gostar de A Place to Call Home.

Cheguei no chefão

Pessoal

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Quando crianças, eu e minha irmã nunca tivemos nenhuma versão de qualquer videogame. E apesar disso, gostávamos bastante e sempre que íamos na casa dos nossos primos, aproveitávamos pra jogar os que eles tinham. Lembro perfeitamente de assoprar fitas do 007, Mário Kart e Mortal Kombat (meus jogos favoritos da época) no Nintendo 64 do meu primo. O legal é que todos esses jogos, sempre contaram com a opção de uma ou mais personagens femininas, então sempre me vi representada. Inclusive, uma das minhas favoritas estava entre as mais poderosas. Eu também me sentiria, se fizesse isso com o cabelo.


Acho demais que dois jogos importantes e de bastante reconhecimento, Resident Evil e Tomb Raider tenham como suas protagonistas duas mulheres super bad ass. E mesmo quem não tenha proximidade com o mundo das manetes, conhece as moças das versões feitas pro cinema. Milla Jovovich é a mulher do vestido vermelho, que coloca pra correr qualquer morto vivo. E Angelina Jolie, a arqueóloga com habilidades de luta ninja.

O meu dilema com os jogos, é que desde a infância nunca consegui virar nenhum, ao menos não sem uma mãozinha. Pra quem não sabe, o termo virar representa a conclusão, chegar na fase final, no chefão e conseguir completar com êxito. Esse ano, aproveitamos a oportunidade de ida da minha irmã aos States e encomendamos o tal video game. Depois de muita ansiedade de ambas as partes, assim que chegou compramos um jogo pra cada um, e depois de pesquisar (sou dessas), aquele que escolhi foi Resident Evil 2 – Revelations. Além de ser super assustador (eu pelo menos morro de medo daquele monte de zumbis em alta resolução), exige uma certa habilidade, mas que – contrário ao que imaginei – é facilmente adquirida depois de algumas fases.

E sinceramente, não acreditava que conseguiria, sozinha, chegar na fase final. A combinação de ser super atrapalhada, com o nervosismo, gritaria e adrenalina que envolvem eu e os jogos, nunca me foram favoráveis e sempre precisei recorrer a uma segunda pessoa mais habilidosa. Claro que algumas vezes ganhei sugestões e dicas pra evitar desespero nos momentos de tensão. E juro, quanto a tensão, não é exagero.

No fim das contas, não é que cheguei a última fase? E… Solita! Aliás, preciso deixar claro que enquanto escrevo, um pseudo humano zumbi monstro gigante aguarda ser aniquilado pelo meu personagem. E embora não tenha concluído efetivamente, já me sinto super orgulhosa, capaz e pronta pra comprar qualquer jogo, sem me intimidar com o que pode me esperar. Pra mim, chegar no chefão sozinha, foi uma conquista.